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UEFA mira processo criminal contra Infantino por venda da Copa do Mundo

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Redação AmaFutPublicado em 27/08/2026
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UEFA mira processo criminal contra Infantino por venda da Copa do Mundo
UEFA mira processo criminal contra Infantino por venda da Copa do Mundo O presidente da FIFA, Gianni Infantino, pode enfrentar um processo criminal na Europa após a UEFA anunciar que buscará ações legais contra o dirigen...
linkFonte / Crédito:BBC Sport (Futebol)

UEFA mira processo criminal contra Infantino por venda da Copa do Mundo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, pode enfrentar um processo criminal na Europa após a UEFA anunciar que buscará ações legais contra o dirigente suíço pela proposta de venda de cotas da Copa do Mundo. A medida, que já gerou polêmica global, agora ganha contornos jurídicos sérios, com a entidade europeia de futebol acusando Infantino de tentar comercializar indevidamente direitos históricos do torneio mais importante do planeta.

A decisão da UEFA de mover processos criminais contra Infantino representa um novo capítulo na guerra institucional entre as duas maiores entidades do futebol mundial. A proposta, que previa a venda de direitos comerciais da Copa do Mundo para financiar projetos da FIFA, foi arquivada após forte resistência de federações nacionais e da própria UEFA, mas agora o caso pode ter desdobramentos penais.

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Segundo apurado pela BBC Sport, a UEFA alega que a iniciativa violava regulamentos internacionais e colocava em risco a integridade do esporte. A entidade europeia, que já havia liderado a oposição à medida, agora recorre ao sistema judiciário para garantir que tais práticas não se repitam.

## A escalada do conflito FIFA vs. UEFA

A tensão entre as duas entidades não é novidade. Desde que Infantino assumiu a presidência da FIFA em 2016, a relação com a UEFA, comandada por Aleksander Čeferin, tem sido marcada por embates públicos e privados. A proposta de venda de cotas da Copa do Mundo foi apenas o estopim de uma série de desentendimentos sobre a governança do futebol global.

Em comunicado oficial, a UEFA afirmou que "a tentativa de comercializar direitos inalienáveis do esporte fere os princípios fundamentais do fair play não apenas dentro de campo, mas também nas estruturas que regem o futebol". A entidade ainda destacou que a medida poderia abrir precedentes perigosos para a exploração comercial excessiva de torneios históricos.

Já a FIFA, em resposta, defendeu que a proposta tinha como objetivo "modernizar a gestão financeira do futebol" e garantir mais recursos para o desenvolvimento do esporte em países emergentes. Infantino, em declarações anteriores, havia dito que a medida era necessária para "quebrar a dependência de patrocínios tradicionais" e criar um modelo mais sustentável para a entidade.

## Repercussão entre federações e jogadores

A notícia do possível processo criminal contra Infantino repercutiu fortemente entre as federações nacionais. Muitos dirigentes, que já haviam criticado a proposta da FIFA, agora veem na ação da UEFA uma oportunidade de conter o poder centralizador de Infantino.

Jogadores de destaque também se manifestaram. O craque português Cristiano Ronaldo, por exemplo, declarou em suas redes sociais que "o futebol não pode ser tratado como uma empresa qualquer". A declaração, embora genérica, reflete o sentimento de muitos atletas que temem que a comercialização excessiva afete a essência do esporte.

Enquanto isso, no Brasil, a CBF ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas indicam que a entidade acompanha de perto o desdobramento do processo. Vale lembrar que o Brasil é um dos países mais afetados pela proposta da FIFA, já que a seleção é uma das principais geradoras de receita para a entidade.

## O que diz a legislação europeia?

A possibilidade de um processo criminal contra Infantino levanta dúvidas sobre a aplicação da legislação europeia em casos envolvendo entidades esportivas internacionais. Especialistas em direito esportivo consultados pela BBC Sport afirmam que a UEFA pode recorrer a leis antitruste e de proteção ao patrimônio cultural para fundamentar sua ação.

Segundo o advogado português João Miguel Penedo, "a venda de direitos de um torneio como a Copa do Mundo pode ser interpretada como uma tentativa de privatização de um bem público global". Ele ainda acrescenta que, caso o processo avance, Infantino poderia enfrentar sanções que vão desde multas até a inabilitação para cargos em entidades esportivas.

Outro ponto de discussão é o papel da Suíça, país sede da FIFA, na regulação do caso. A Suíça, conhecida por seu rigor em leis financeiras, pode ser um aliado da UEFA na busca por justiça. No entanto, a entidade suíça de futebol já declarou que não interferirá em disputas entre FIFA e UEFA.

## Análise AmaFut

Análise AmaFut

A guerra entre FIFA e UEFA não é apenas uma disputa de poder — é uma batalha pela alma do futebol. Infantino, com seu estilo midiático e agressivo, representa a mercantilização extrema do esporte, enquanto Čeferin e a UEFA defendem, ao menos no discurso, a preservação dos valores tradicionais. O processo criminal, se de fato se concretizar, pode ser o primeiro passo para frear a tendência de transformar a Copa do Mundo em um produto de luxo, acessível apenas a poucos.

Do ponto de vista tático, a FIFA de Infantino age como um time que joga no contra-ataque: sempre buscando novas fontes de receita para compensar a ineficiência administrativa. Já a UEFA, com sua defesa ferrenha dos regulamentos, age como uma defesa organizada, tentando evitar gols contra a integridade do esporte. O problema é que, no futebol moderno, o dinheiro fala mais alto — e a briga pelo controle da bola (ou da grana) está só começando.

Se a UEFA conseguir emplacar o processo criminal, pode ser o início de uma reforma profunda na governança do futebol. Mas, se Infantino resistir, o esporte corre o risco de se tornar um mero espetáculo comercial, onde o placar importa menos do que o balanço financeiro.

## Fonte [BBC Sport](https://www.bbc.co.uk/sport/football/articles/cx2zl5kwlxjo?at_medium=RSS&at_campaign=rss)

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