Uefa ameaça boicote e critica apoio da Fifa a Infantino

Uefa mantém ameaça de boicote e esnoba Fifa por Infantino
O sonho de uma trégua entre Uefa e Fifa pelo polêmico Gianni Infantino virou fumaça. A entidade europeia não apenas manteve sua postura de boicote como deixou claro que o apoio da Fifa ao presidente controverso "não muda nada". A decisão, anunciada após reunião na quarta-feira, reacende a guerra de bastidores que pode redefinir o futebol global — e coloca em xeque o futuro de torneios como a Champions League.
A Uefa não só manteve sua posição de resistência como ampliou o tom de crítica. Segundo apurado por veículos europeus, a entidade considera que o endosso da Fifa a Infantino — alvo de investigações por conflitos de interesse e suposta manipulação de processos eleitorais — legitima ainda mais a necessidade de ações concretas. A ameaça de boicote a eventos da Fifa, inclusive a Copa do Mundo de Clubes expandida, segue de pé, com data simbólica marcada para dezembro.
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A decisão da Uefa não é apenas retórica. Por trás dela está uma estratégia calculada: isolar Infantino politicamente e forçar a Fifa a rever seu posicionamento. A entidade europeia, que já havia ameaçado não participar de eventos da Fifa em 2026, agora fala em "medidas além do discurso". Fontes internas citam a possibilidade de criar um calendário próprio para clubes europeus, rivalizando diretamente com a Fifa — algo impensável há poucos anos.
O estopim foi a reunião de quarta-feira, onde a Fifa reafirmou apoio a Infantino por 198 votos a 22. Para a Uefa, o resultado não apenas ignorou as denúncias como as tornou ainda mais urgentes. "A Fifa escolheu o caminho da blindagem, não da transparência", declarou um dirigente europeu sob anonimato.
## O que está em jogo: dinheiro, poder e o futuro do futebolA tensão entre as entidades não é apenas ideológica. Está em jogo um bolo de bilhões: direitos de transmissão, patrocínios e o controle sobre as regras do jogo. A Uefa, que já tem seu próprio produto de elite (a Champions League), agora mira o controle sobre a Copa do Mundo de Clubes — um torneio que a Fifa tenta transformar em evento global, mas que a Europa vê como uma ameaça à sua hegemonia.
Analistas avaliam que, se o boicote se concretizar, a Fifa perderá não só prestígio, mas também receitas milionárias. "A Uefa tem a chave para o espetáculo que o mundo assiste. Sem os clubes europeus, a Fifa perde o brilho", afirmou um especialista em direito esportivo ao L'Équipe.
## Repercussão: quem ganha e quem perde com essa brigaA divisão já contamina federações menores. Enquanto a Uefa conta com o apoio de confederações como a Conmebol e a Concacaf em sua cruzada contra Infantino, outras (como a CAF) ainda hesitam, temendo represálias financeiras. No Brasil, a CBF, historicamente alinhada à Fifa, agora se vê em um dilema: manter a fidelidade à entidade-mãe ou seguir a Uefa em busca de maior autonomia.
Já os clubes europeus, especialmente os gigantes como Real Madrid e Bayern, veem a briga com cautela. Enquanto alguns apoiam a Uefa por temerem a perda de influência, outros temem que um boicote afete suas próprias receitas. "Ninguém quer perder dinheiro, mas ninguém também quer ser refém de um sistema que não presta contas", declarou um executivo de um clube inglês.
## Análise AmaFutAnálise AmaFut
Esse não é um mero desentendimento de diretoria: é a batalha pela alma do futebol moderno. A Uefa, com sua ameaça de boicote, não está apenas defendendo a ética — está lutando para não perder o controle sobre o produto que a tornou poderosa. Infantino, por sua vez, age como um CEO de multinacional: blindado por votos de federações dependentes e disposto a tudo para manter o status quo.
O problema é que, no futebol, dinheiro e poder sempre andam juntos — e quando a ética entra na equação, o resultado é imprevisível. Se a Uefa levar sua ameaça adiante, podemos estar diante do primeiro grande racha institucional desde a cisão das ligas europeias nos anos 1990. E, diferente daquela época, agora o prejuízo não será só esportivo: será financeiro e político.
Para os torcedores, resta torcer para que a sanidade prevaleça — ou, pelo menos, que a briga não atrapalhe os jogos. Porque, no fim das contas, são eles que pagam a conta.
## Fonte [BBC Sport](https://www.bbc.co.uk/sport/football/articles/c2k74yevgzwo?at_medium=RSS&at_campaign=rss)Leia também
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