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Champions League• 4 min de leitura

Sem Haaland, Foden assume a bronha: pode o "Garoto Prodígio" ser o novo artilheiro do City?

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Redação AmaFutPublicado em 21/10/2026
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Sem Haaland, Foden assume a bronha: pode o "Garoto Prodígio" ser o novo artilheiro do City?
O City não sentiu falta do norueguês em Atenas O Manchester City entrou em campo no estádio Opap Arena sem a sua referência de área mais óbvia. Erling Haaland, poupado por desconforto muscular, assistiu do banco à vitóri...
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O City não sentiu falta do norueguês em Atenas

O Manchester City entrou em campo no estádio Opap Arena sem a sua referência de área mais óbvia. Erling Haaland, poupado por desconforto muscular, assistiu do banco à vitória por 3 a 0 sobre o AEK Atenas, pela fase de liga da Champions League. A ausência do camisa 9, teoricamente o ponto focal de qualquer ataque, serviu apenas para escancarar a profundidade do elenco de Pep Guardiola — e a versatilidade de Phil Foden.

Momento da partida: Sem Haaland, Foden assume a bronha: pode o
Momento da partida: Sem Haaland, Foden assume a bronha: pode o "Garoto Prodígio" ser o novo artilheiro do City? — 📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)

O inglês, deslocado para uma função central que flerta com a de um "falso 9" clássico, ditou o ritmo do primeiro tempo com a bola no pé e a cabeça erguida. Não foi apenas uma questão de preencher o vazio; Foden ocupou os espaços entre as linhas gregas com a inteligência de quem joga xadrez enquanto os adversários jogam damas. O primeiro gol, de Matheus Nunes, nasceu de uma jogada que começou nos pés do meia, abrindo o placar antes dos 20 minutos.

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A exibição rendeu ao camisa 47 o prêmio de melhor em campo, um reconhecimento justo para quem finalizou três vezes, criou duas chances claras e completou 92% dos passes tentados. Guardiola, na coletiva pós-jogo, evitou comparações diretas com Haaland, mas admitiu que a mobilidade de Foden oferece "uma dinâmica diferente, mais difícil de marcar para zagueiros que gostam de referência fixa".

A máquina não para, só troca de engrenagem

O contexto da temporada explica a tranquilidade do técnico catalão. Com a Premier League exigindo rotação constante e a Champions pedindo gestão de minutos, ter um jogador formado no clube capaz de executar a função de articulador e finalizador simultaneamente é um luxo raro. Foden não é um centroavante de ofício, mas entende os gatilhos do sistema: atrai a marcação, libera os pontas — Savinho e Grealish exploraram bem as costas dos laterais gregos — e chega à área como elemento surpresa.

Momento da partida: Sem Haaland, Foden assume a bronha: pode o
Momento da partida: Sem Haaland, Foden assume a bronha: pode o "Garoto Prodígio" ser o novo artilheiro do City? — 📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)

O segundo gol, de Savinho, e o terceiro, de Nunes novamente, saíram de transições rápidas onde a ausência de um "pivô" estático permitiu que o City atacasse o espaço vazio com velocidade. O AEK, bem organizado no bloco baixo, viu sua linha defensiva ser arrastada para fora de posição toda vez que Foden recuava para buscar o jogo. É o velho dilema tático: marcar o homem e abrir o espaço, ou marcar o espaço e deixar o homem livre.

Análise AmaFut

O que vimos em Atenas não foi um "plano B" emergencial, mas a prova de que o sistema de Guardiola é, por definição, independente de nomes. Foden como falso 9 não é novidade — ele já fez isso em noites de título contra o Real Madrid e em finais de Copa da Liga —, mas a naturalidade com que assumiu a responsabilidade ofensiva principal, sem Haaland nem Julián Álvarez (vendido ao Atlético de Madrid), sinaliza maturidade tática de elite.

Para o torcedor brasileiro, a comparação inevitável é com o "meia-atacante" que flutua entre o meio e o ataque, estilo que craques como Zico ou Rivaldo dominavam. Foden tem essa leitura: ele não espera a bola no bico da área, ele vai buscá-la na intermediária, gira, acelera e decide. O City ganha imprevisibilidade. Perde a referência aérea e a profundidade constante de Haaland? Sim. Ganha, porém, uma fluidez que quebra linhas baixas com passes curtos, não com cruzamentos à toa.

O alerta fica para a sequência: Premier League no fim de semana, depois Inter de Milão na Champions. Guardiola vai rodar o elenco. Se Foden mantiver esse nível de decisão — passes decisivos, finalizações de fora da área, movimentação sem bola —, a discussão sobre "quem substitui Haaland" deixa de fazer sentido. O City não substitui peças; ele rearranja o tabuleiro. E Foden, hoje, é a peça que mais se move.

Fonte

BBC Sport — No Haaland, no problem - can Foden be Man City's alternative goalscorer?

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