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Premier League• 5 min de leitura

Savinho no Tottenham: City acerta negócio bilionário ou joga dinheiro fora?

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Redação AmaFutPublicado em 23/08/2026
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Savinho no Tottenham: City acerta negócio bilionário ou joga dinheiro fora?
Savinho no Spurs: City vende jogador por R$ 400 mi e mostra poder do modelo multinacional O Manchester City fechou um negócio que, à primeira vista, parece loucura: vendeu Savinho ao Tottenham por £75 milhões (cerca de R...
linkFonte / Crédito:BBC Sport (Futebol)

Savinho no Spurs: City vende jogador por R$ 400 mi e mostra poder do modelo multinacional

O Manchester City fechou um negócio que, à primeira vista, parece loucura: vendeu Savinho ao Tottenham por £75 milhões (cerca de R$ 480 milhões na cotação atual). Mas não é loucura — é estratégia. O City, dono de um modelo de negócios que espalha jogadores por meio mundo, mostrou mais uma vez que sabe lucrar mesmo quando "perde" atletas. A pergunta que fica é: até quando esse sistema vai se sustentar no futebol moderno?

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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)

A transferência de Savinho para o Spurs não é apenas uma venda — é a prova de que o City Football Group (CFG) transformou o futebol em uma máquina de fazer dinheiro. Enquanto outros clubes torcem para vender jogadores por valores altos, o City já tem uma fila de interessados antes mesmo de o atleta pisar no gramado. E o mais impressionante: eles fazem isso sem perder competitividade. Afinal, se o City é tão bom em desenvolver talentos, por que vender um dos seus principais jogadores?

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## O modelo City: lucro antes de tudo?

O Manchester City não é mais apenas um clube — é uma holding esportiva. Com filiais na Austrália (Melbourne City), nos EUA (New York City), na Espanha (Girona) e até na Índia (Mumbai City), o grupo espalha seus jogadores como uma multinacional distribui seus produtos. Savinho, que chegou ao Etihad em 2023 vindo do Shakhtar Donetsk, foi mais um produto desse sistema.

O valor de £75 milhões pago pelo Tottenham é, na verdade, um desconto. Segundo apurado pela BBC Sport, o City já havia recebido propostas menores antes, mas optou por segurar o jogador até encontrar um comprador disposto a pagar o preço cheio. E não foi difícil: o Spurs, em crise financeira e precisando de nomes para atrair público, topou o valor sem pestanejar.

## Por que o City vende seus melhores jogadores?

O modelo do City não é novo, mas ninguém o aplica com tanta eficiência. Enquanto outros clubes vendem jogadores para equilibrar as contas, o City usa a venda como parte da estratégia. Savinho não era mais titular absoluto — com a chegada de Doku e a ascensão de jovens como Foden e Grealish, o espaço ficou apertado. Mas, em vez de mantê-lo no banco, o clube optou por monetizar.

E o mais curioso: o City não precisa de Savinho para ganhar títulos. A equipe já tem Haaland, De Bruyne e Bernardo Silva — jogadores que, sozinhos, garantem competitividade. O que o City precisa é de dinheiro para manter sua máquina funcionando. E £75 milhões é dinheiro suficiente para contratar dois ou três reforços de médio nível no mercado europeu.

## Tottenham: o clube que paga a conta

O Spurs entrou nessa história como o time que precisava de um "salvador". Com um elenco envelhecido e sem dinheiro para grandes contratações, o clube viu em Savinho uma chance de rejuvenescer o time e atrair torcedores para o estádio. O problema? O valor pago é alto demais para um jogador que, no papel, não é um "x" da questão.

O City, claro, não está nem aí. Para eles, o negócio é perfeito: tiram um jogador que não fazia mais parte dos planos, recebem uma fortuna e ainda deixam o Tottenham com uma dívida maior. É o tipo de jogada que só um clube com a estrutura do City pode fazer.

## O futuro do modelo multinacional

O caso Savinho levanta uma questão maior: até quando o modelo do City vai se sustentar? Outros clubes, como o Barcelona e o Real Madrid, já começaram a copiar a estratégia, mas com menos sucesso. O City, no entanto, tem uma vantagem: dinheiro. Muito dinheiro.

Se o modelo continuar dando certo, veremos mais jogadores sendo vendidos por valores estratosféricos enquanto o clube mantém sua competitividade. Mas, se um dia o dinheiro acabar ou a FFP (Fair Play Financeiro) apertar, o sistema pode ruir. Até lá, o City continuará vendendo seus "produtos" e lucrando — mesmo que isso signifique perder jogadores que fizeram história no clube.

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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)
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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)

Análise AmaFut

O City não está errado — está apenas jogando o jogo do futebol moderno. Em um esporte cada vez mais dominado por dinheiro, a venda de Savinho é apenas mais uma peça no tabuleiro de xadrez do CFG. O problema não é o clube, mas o sistema: quando o futebol vira um negócio, os torcedores perdem. Afinal, quem se importa com a camisa quando o dono do clube só quer saber do balanço financeiro?

O Tottenham, por sua vez, é vítima do próprio modelo. Em vez de investir em uma estrutura sólida, preferiu gastar R$ 480 milhões em um jogador que, em um ano, pode estar de saída. É o tipo de decisão que só faz sentido em um mercado onde o dinheiro fala mais alto que o futebol. E, infelizmente, esse é o mundo em que vivemos.

Fonte

BBC Sport — "What does Savinho's £75m move reveal about Man City's multi-club model?"

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