Reijnders não vingou no City e foi para a Arábia Saudita — mas por que os grandes times desistiram?
Reijnders não vingou no City e foi para a Arábia Saudita — mas por que os grandes times desistiram?
O Manchester City não é mais o mesmo desde que Pep Guardiola deixou o comando técnico, mas a saída de Tijjani Reijnders — que foi negociado com o Al-Qadsiah por 52 milhões de libras — mostra que a renovação do elenco não é brincadeira. Comprado do Milan em junho de 2025 por 46,5 milhões de libras, o meia neerlandês não conseguiu emplacar no Etihad Stadium e agora segue para o futebol saudita, onde clubes como Atlético de Madrid, Juventus e Galatasaray também haviam demonstrado interesse, mas não pagaram o preço exigido. A história, no entanto, vai além dos números: revela como o City está se reinventando sem os jogadores que não se encaixam no projeto de Enzo Maresca.
O caso de Reijnders é emblemático: um jogador que chegou com status de promessa, mas não conseguiu se firmar em um elenco que já tem nomes como Kevin De Bruyne e Rodri. A decisão de enviá-lo para a Arábia Saudita, mesmo com uma valorização de 5 milhões de libras, não foi apenas financeira — foi uma mensagem clara de que o City não vai segurar quem não se encaixa no projeto. Segundo o pai do jogador, Martin Reijnders, em entrevista ao "Algemeen Dagblad", o Al-Qadsiah não era a única opção, mas foi a única que topou pagar o valor exigido. Atlético, Juventus e até times da Premier League como Newcastle e Nottingham Forest desistiram na hora de fechar o negócio.
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A chegada de Enzo Maresca ao comando técnico do City trouxe uma mudança de filosofia. O treinador italiano, que vem da base do Chelsea, tem um estilo mais pragmático e menos dependente de jogadores com perfil de "10" clássico. Reijnders, que atuava como meia ofensivo, não se encaixou nesse molde. O City, que já tem De Bruyne como maestro e Rodri como volante de saída, não precisava de mais um jogador com características semelhantes. A saída, portanto, não foi um "desperdício", mas uma necessidade.
Além disso, o clube inglês tem apostado em jovens como Rico Lewis e Phil Foden para ocupar posições mais avançadas, enquanto nomes como Bernardo Silva e Jeremy Doku já estão consolidados. Reijnders, mesmo com potencial, não tinha espaço garantido. A negociação com o Al-Qadsiah, além de trazer um lucro de 5 milhões de libras, livra o City de um jogador que não fazia parte dos planos a longo prazo.
## Por que Atlético, Juventus e outros desistiram?A lista de interessados em Reijnders incluía clubes tradicionais, mas nenhum topou pagar o preço. O Atlético de Madrid, que já tem Rodrigo De Paul e Koke no meio-campo, não viu necessidade de reforçar essa área. A Juventus, em reconstrução, preferiu apostar em jogadores mais jovens e baratos. O Galatasaray, mesmo com interesse, não quis bancar o valor pedido pelo City. E na Premier League, times como Newcastle e Nottingham Forest também recuaram diante do custo.
A Arábia Saudita, por outro lado, tem se tornado um destino cada vez mais atraente para jogadores que não estão no topo da lista de prioridades dos grandes clubes europeus. Com investimentos maciços e salários milionários, a liga saudita consegue atrair nomes que, há alguns anos, não seriam cogitados. Reijnders, mesmo sem ter brilhado no City, ainda é um jogador de nível europeu e deve ter um papel importante no Al-Qadsiah.
## O futuro do City: menos "10", mais versatilidadeO Manchester City de Enzo Maresca está construindo um time menos dependente de jogadores com perfil de "10" e mais voltado para a versatilidade. Nomes como Lewis, Doku e Foden já ocupam posições-chave, enquanto De Bruyne e Rodri seguem como pilares. A saída de Reijnders é mais um passo nessa direção. O clube não vai segurar quem não se encaixa, mesmo que isso signifique vender com lucro para um mercado alternativo.
Para os torcedores do City, a notícia é boa: o projeto segue firme, sem amarras de jogadores que não agregam. Para Reijnders, a mudança pode ser uma nova chance de mostrar seu valor em um ambiente diferente. E para os clubes que desistiram, a lição é clara: o City não está negociando por qualquer preço, e quem não tem espaço lá, pode encontrar oportunidades — ou não — em outros lugares.
## O que esperar do Al-Qadsiah com Reijnders?O Al-Qadsiah, que já investe forte no futebol, deve usar Reijnders como peça-chave em seu meio-campo. O jogador, mesmo sem ter brilhado no City, tem qualidade técnica e experiência na Eredivisie e na Serie A. Se o projeto saudita der certo, ele pode se tornar um dos destaques da liga e até chamar a atenção de volta para a Europa. Afinal, o futebol moderno não perdoa: ou você brilha, ou é esquecido rapidamente.
Para os torcedores do City, a saída de Reijnders é mais um capítulo da história de um clube que não tem medo de se reinventar. Para os fãs do Al-Qadsiah, é a chance de ver um jogador de nível europeu em ação. E para os outros clubes que desistiram, é um lembrete: no futebol, o timing — e o preço — são tudo.
## Análise AmaFutO caso Reijnders é um retrato perfeito do futebol moderno: um jogador que não se encaixa no projeto de um gigante europeu, mas que ainda tem valor para um mercado emergente. O City, com sua estrutura e ambição, não pode — e não deve — segurar quem não faz parte do plano. A venda para a Arábia Saudita, além de trazer um lucro, livra o clube de um problema futuro. Enquanto isso, times como Atlético e Juventus preferiram não arriscar em um jogador que não se encaixava em seus projetos. A lição? No futebol, não basta ser bom: é preciso ser o que o treinador quer. E Reijnders, infelizmente para ele, não foi.
Para o City, a mensagem é clara: a era de gastar milhões em jogadores que não se encaixam acabou. A era de Maresca é a da versatilidade, da adaptação e da eficiência. Reijnders foi apenas mais um elo que não se encaixou na corrente. E o futebol, como sempre, segue em frente.

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