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Champions League• 5 min de leitura

Mudanças no futebol europeu já valem para 2026? Entenda o debate

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Redação AmaFutPublicado em 11/08/2026
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Mudanças no futebol europeu já valem para 2026? Entenda o debate
Mudanças no futebol europeu já valem para 2026? Entenda o debate O futebol europeu pode viver uma revolução antes mesmo da próxima Copa do Mundo. A UEFA já estuda mudanças profundas para a Champions League a partir de 20...
linkFonte / Crédito:TNT Sports Brasil

Mudanças no futebol europeu já valem para 2026? Entenda o debate

O futebol europeu pode viver uma revolução antes mesmo da próxima Copa do Mundo. A UEFA já estuda mudanças profundas para a Champions League a partir de 2026, incluindo ampliação de times, novo formato e até revisão nas regras de arbitragem. Mas será que tudo isso vai mesmo sair do papel? E como isso afetaria os clubes brasileiros que disputam a competição?

As discussões ganharam força depois que a entidade máxima do futebol europeu anunciou que analisa um novo formato para a principal competição de clubes do continente. A ideia, segundo apurado por veículos internacionais, é aumentar o número de participantes de 32 para 36 times, além de adotar uma fase de grupos única em vez do atual sistema de grupos separados. Mas o que isso significa na prática?

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O que muda na Champions League a partir de 2026?

A proposta mais discutida envolve a transformação da fase de grupos tradicional em um grande campeonato de turno único, onde cada time jogaria oito partidas (quatro em casa e quatro fora) contra adversários sorteados. Ao final, os oito primeiros colocados se classificariam automaticamente para as oitavas, enquanto os times entre 9º e 24º disputariam uma repescagem em ida e volta. Os quatro últimos seriam eliminados.

Outra mudança em estudo é a ampliação do número de participantes. Hoje, 32 times divididos em oito grupos de quatro disputam a fase inicial. Com a nova proposta, seriam 36 times em um único grupo, o que aumentaria significativamente o número de jogos e, consequentemente, a receita dos clubes. Mas será que isso não tornaria a competição ainda mais exaustiva para os jogadores?

Impacto nos times brasileiros

Para os clubes brasileiros que já têm dificuldade de se manter na competição, a ampliação poderia ser uma faca de dois gumes. Por um lado, mais times europeus disputando a fase inicial poderia dificultar a classificação de brasileiros como Flamengo, Palmeiras e São Paulo. Por outro, a possibilidade de mais jogos contra equipes de menor expressão poderia ajudar na classificação de times sul-americanos.

Além disso, a mudança no formato poderia beneficiar times que costumam brilhar em mata-matas, como o Athletico Paranaense em 2022, mas sofrem com a fase de grupos. Com menos jogos na fase inicial, a pressão sobre os técnicos brasileiros para segurar resultados poderia diminuir.

Arbitragem e VAR: o que está em jogo?

Outro ponto sensível é a discussão sobre a arbitragem. A UEFA já estuda a implementação de um sistema de vídeo arbitragem mais ágil, com menos interrupções e decisões mais rápidas. A ideia é reduzir o tempo de jogo parado e evitar polêmicas como as vistas na final de 2022 entre Real Madrid e Liverpool.

Mas a pressa em implementar mudanças pode trazer riscos. A Federação Inglesa (FA) já manifestou preocupação com a sobrecarga de jogos e a fadiga dos jogadores. Afinal, se a Champions já é considerada exaustiva hoje, imagine com mais oito partidas na fase inicial?

Repercussão entre clubes e torcedores

A reação dos clubes tem sido mista. Enquanto gigantes como Real Madrid e Bayern Munique apoiam a ampliação por conta do aumento de receita, times menores temem não conseguir competir em um cenário ainda mais desigual. Já os torcedores europeus, especialmente os de times de menor expressão, veem com bons olhos a possibilidade de mais jogos contra adversários de peso.

No Brasil, a discussão ainda é incipiente, mas clubes como Flamengo e Palmeiras já monitoram de perto as mudanças. Afinal, a Champions é um sonho de consumo para qualquer time sul-americano, e qualquer alteração no formato pode influenciar diretamente nas estratégias de mercado e montagem de elenco.

Vale lembrar que a UEFA ainda não anunciou nada oficialmente. As discussões estão em fase de estudo, e a decisão final só deve sair em 2024. Até lá, muita água vai rolar no Rio Tejo — e nos gramados de todo o continente.

Análise AmaFut

Se depender da UEFA, a Champions League vai virar uma espécie de "Brasileirão do G12": mais times, mais jogos, mais dinheiro. Mas será que isso não vai transformar a competição em um monstro de sete cabeças? A ideia de um grande grupo único é interessante para aumentar a competitividade, mas corre o risco de esvaziar o valor dos pontos. Afinal, hoje um time como o Porto ou o Ajax consegue se classificar com 12 pontos em oito jogos. Com 36 times jogando oito partidas, será que oito pontos ainda serão suficientes para garantir a classificação?

Do ponto de vista tático, a mudança poderia beneficiar times com elenco profundo e capacidade de rotação, como o Manchester City. Times que dependem muito de seus titulares, como o Real Madrid, poderiam sofrer com a sobrecarga. Já no Brasil, a pressão sobre os técnicos vai aumentar: com mais jogos e menos margem para erros, o futebol arte pode dar lugar a um jogo mais pragmático e físico.

E tem mais: se a UEFA realmente quiser inovar, por que não pensar em um sistema de promoção e rebaixamento entre a Champions e a Europa League? Isso daria mais emoção e poderia evitar que times como o Barcelona ou o PSG fiquem anos sem sentir a pressão da degola. Mas, convenhamos, isso seria pedir demais para uma entidade que ainda não conseguiu acabar com os erros de arbitragem.

Fontes

YouTube — Debate sobre mudanças na Champions League

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