Manchester City começa nova era sem Guardiola: Maresca assume desafio de reconstruir time campeão
O City sem Guardiola: Maresca herda projeto ambicioso e desafio de manter a máquina rolando
O Manchester City entra em 2026/27 com um sabor diferente na boca. Pela primeira vez em uma década, os Citizens não terão Pep Guardiola no comando, e a missão de Enzo Maresca não é das mais fáceis: manter a hegemonia do clube na Inglaterra sem o técnico que o transformou em uma máquina de títulos. A nova era começa com a sombra do predecessor pairando sobre os ombros, mas também com a oportunidade de escrever uma história própria — ainda que sob o peso de ser o time mais vigiado do futebol inglês.
Desde que Guardiola assumiu em 2016, o City se tornou sinônimo de futebol dominante, com seis títulos da Premier League e uma Champions League. Mas a sequência de dois anos sem o caneco inglês — terceiro lugar em 2024/25 e vice em 2025/26 — já acendeu o sinal amarelo. Agora, Maresca precisa provar que pode ser mais do que um "filho" do técnico catalão, mesmo tendo trabalhado ao lado dele no time Sub-23 e como assistente na temporada 2022/23. A pressão é dupla: não apenas manter o padrão, mas fazer isso com um elenco que já não é o mesmo dos anos de ouro.
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O primeiro desafio é óbvio: reconstruir um time que perdeu peças-chave nos últimos anos. Jogadores como Kevin De Bruyne, Erling Haaland e Rodri já não vestem mais a camisa celeste, e a renovação do elenco não foi suficiente para evitar a queda de produção. A saída de Guardiola deixou um vazio tático, mas também uma oportunidade: Maresca pode imprimir sua marca sem a sombra de comparações constantes com o predecessor.
### O elenco que restou: quem são os sobreviventes da era Guardiola?Entre os remanescentes, nomes como Bernardo Silva, Kyle Walker e John Stones ainda têm fôlego para liderar, mas precisam de reforços pontuais. A diretoria já movimentou o mercado, mas a janela de transferências mostrou que o City não está disposto a gastar como antes. A aposta em jovens talentos e jogadores de meio de tabela pode ser a solução — ou o calcanhar de Aquiles.
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O cenário da competição mudou. Arsenal e Liverpool voltaram a brigar de igual para igual, enquanto o Manchester United, mesmo com problemas internos, não pode ser descartado. O City não é mais o time que goleia todo mundo — e isso pode ser um problema quando o calendário apertar. Maresca terá que administrar o cansaço de uma temporada longa e a cobrança por resultados imediatos.
Outro ponto de atenção é a Champions League. Guardiola deixou o time como um dos favoritos, mas a nova estrutura pode não estar pronta para a pressão europeia. A falta de um meia-armador do nível de De Bruyne ou um centroavante como Haaland pode ser decisiva nas fases decisivas.
## A torcida do City: entre a esperança e a saudade de GuardiolaA massa azul de Manchester é conhecida por sua paixão, mas também por sua impaciência. Os torcedores já viram projetos naufragarem por falta de paciência — e Maresca não terá o mesmo crédito automático que Guardiola teve. A reconstrução será lenta, e os erros serão cobrados na hora. A pressão é tanta que até mesmo um terceiro lugar pode ser visto como um fracasso.
Por outro lado, há quem acredite que o City precisa justamente de uma mudança para voltar a ser competitivo. A era Guardiola foi incrível, mas também deixou uma dependência excessiva de um estilo de jogo que pode não ser replicável com outro técnico. Maresca tem a chance de inovar — desde que não erre na transição.
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Análise AmaFut
Enzo Maresca chega ao City com a missão de não apenas substituir Guardiola, mas de provar que o clube pode evoluir sem ele. O problema? O City não é mais o time que domina jogos com 70% de posse e passes milimétricos. A saída de Haaland e De Bruyne deixou um buraco tático que não será preenchido com meia-solas. Maresca terá que optar entre dois caminhos: manter a filosofia de Guardiola com menos qualidade técnica ou radicalizar em um estilo mais direto, apostando em velocidade e transições.
O risco é óbvio: se o time não render bem no início, a torcida pode cobrar a volta do "mestre". Mas, se der certo, Maresca pode se tornar o primeiro técnico a construir uma identidade própria no City desde Mancini. A aposta em jovens como Mateo Kovar e a integração de reforços como um meia criativo serão decisivas. O City não precisa de um Guardiola 2.0 — precisa de um Enzo Maresca 1.0, com personalidade e coragem para inovar.
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