Liverpool pode viver pior janela de transferências da Premier League
Liverpool pode viver pior janela de transferências da Premier League
O Liverpool estreou na Premier League 2026/27 com um empate de 2 a 2 contra o Newcastle, mas o que rolou nos bastidores do jogo foi tão preocupante quanto o placar. A análise de Jamie Carragher na Sky Sports não poupou críticas ao projeto do clube de Anfield, especialmente àquele que pode se tornar o maior investimento desperdiçado da história recente do futebol inglês: a janela de transferências de 2025. Com 445 milhões de libras gastos em sete jogadores, o time de Andoni Iraola já começa a colher os primeiros frutos amargos de uma montagem que, aos olhos de quem entende, pode atrasar o clube por anos.
Carragher não falou em vão. O ex-zagueiro do Liverpool, hoje comentarista, jogou luz sobre um problema que vai além do empate contra os Magpies: a falta de encaixe tático dos novos reforços. Florian Wirtz, Alexander Isak e Hugo Ekitike, por exemplo, são jogadores de perfil criativo e de chegada, mas o time segue sofrendo para criar volume no meio-campo e proteger a defesa. A montagem de Iraola, que tenta adaptar um 4-3-3 com três meias, não consegue explorar as características dos novos atletas, gerando um futebol truncado e previsível.
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O valor gasto não é brincadeira: Isak (125M), Wirtz (116,5M), Ekitike (79M), Kerkez (40M), Frimpong (29,5M), Mamardashvili (29M) e Leoni (26M) somam uma fortuna. Mas, até agora, o retorno tem sido pífio. O Newcastle, time que não gasta nem metade disso, mostrou mais organização e verticalidade no jogo. A pergunta que não quer calar é: o Liverpool comprou os jogadores errados ou simplesmente errou na forma de usá-los?
## O alerta de Carragher e a realidade do projetoNa Sky Sports, Carragher foi direto: “Meu medo é que essa janela de 12 meses atrás possa atrasar o Liverpool em um ou dois anos”. A frase não é exagero. Se o time não reagir nos próximos meses, os erros de montagem podem se tornar crônicos, forçando a diretoria a refazer todo o projeto em 2027. Não é só uma questão de resultados ruins, mas de identidade perdida. O Liverpool de Klopp tinha um DNA claro: pressão alta, transições rápidas e um meio-campo de ferro. Hoje, o time parece perdido, sem saber se deve jogar com dois volantes ou três meias.
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Os números não mentem. O Liverpool gastou como um clube que brigava por títulos, mas jogou como um time que luta para não cair. A estreia contra o Newcastle, time modesto, já mostrou fragilidades defensivas e falta de criatividade. Se a situação não mudar, a torcida pode começar a questionar não só Iraola, mas também a diretoria que bancou esse projeto.
## O que deu errado na montagem do Liverpool?O erro não está nos jogadores, mas na forma como foram integrados. Isak é um centroavante de área, mas o time não tem um meia-armador puro para servi-lo. Wirtz é um meia ofensivo, mas o meio-campo segue desequilibrado, com dois volantes lentos e um terceiro meia que não fecha o setor. Ekitike é veloz, mas o Liverpool não tem um lateral direito que dê amplitude, e Frimpong, que veio justamente para isso, ainda não mostrou a mesma intensidade do Bayer Leverkusen.
Além disso, a defesa segue frágil. Kerkez, lateral esquerdo de 40 milhões, não consegue segurar as subidas dos pontas adversários, e o zagueiro titular, Mamardashvili, ainda não convenceu. A falta de um zagueiro de perfil mais agressivo — como o Liverpool tinha com Van Dijk — pesa. Sem isso, o time segue vulnerável a contra-ataques rápidos, como o segundo gol do Newcastle.
## A pressão sobre Iraola e a torcidaA torcida do Liverpool, acostumada a títulos e futebol vibrante, já começa a cobrar. Nas redes sociais, os torcedores comparam o atual time com o projeto de Klopp, que levou anos para ser construído. A diferença é que, naquela época, o clube tinha paciência. Hoje, com a pressão dos acionistas e a cobrança por resultados imediatos, Iraola pode não ter o mesmo tempo.
Se o Liverpool não reagir rápido, a janela de 2025 pode entrar para a história não como uma grande contratação, mas como o início do declínio. Afinal, como disse Carragher, “não adianta gastar fortunas se o time não joga como um time de fortunas”.
## Análise AmaFutO Liverpool comprou a encrenca sozinho. Não é que os jogadores sejam ruins — pelo contrário, Isak e Wirtz são craques, mas foram comprados para um time que não existe mais. O erro foi não adaptar o projeto ao novo técnico. Iraola chegou querendo um time posicional, com três meias, mas os jogadores que tem não são compatíveis com isso. Wirtz é um meia que gosta de aparecer, mas num 4-3-3 tradicional, ele precisa recuar para ajudar na marcação. Isak é um centroavante de área, mas sem um meia-armador para servi-lo, fica isolado. O resultado? Um time que não cria, não marca e não sabe jogar.
A solução? Ou Iraola muda o esquema para um 4-2-3-1 com dois meias abertos, ou a diretoria faz ajustes no elenco. Mas, com a janela de transferências fechada até janeiro, a torcida terá que aguentar — e rezar para que os erros não se tornem crônicos.
Fonte
Trivela — ‘Pode se tornar a pior janela da história da Premier League e atrasar o Liverpool’
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