arrow_backVoltar para Notícias
Premier League• 5 min de leitura

Klopp não está mais lá, mas os problemas do Liverpool seguem iguais

person
Redação AmaFutPublicado em 23/08/2026
Compartilhar:share
Klopp não está mais lá, mas os problemas do Liverpool seguem iguais
Klopp não está mais lá, mas os problemas do Liverpool seguem iguais O Liverpool estreou na Premier League com um empate em 1 a 1 contra o Ipswich Town, e a sensação que ficou não foi de renovação, mas de déjà vu. Com Ira...
linkFonte / Crédito:ESPN (Internacional/Soccer)

Klopp não está mais lá, mas os problemas do Liverpool seguem iguais

O Liverpool estreou na Premier League com um empate em 1 a 1 contra o Ipswich Town, e a sensação que ficou não foi de renovação, mas de déjà vu. Com Iraola no comando, os Reds seguem patinando nos mesmos buracos que deixaram a temporada passada em frangalhos. A torcida, acostumada a sonhar alto, agora se pergunta: será que a mudança de técnico foi suficiente?

O jogo no Anfield mostrou um time desorganizado, sem criatividade na armação e com uma defesa que parece viver em crise permanente. O gol sofrido aos 45 do segundo tempo, após uma falha grotesca na saída de bola, foi o retrato de uma equipe que ainda não encontrou seu rumo. E o pior: o atacante que marcou o gol da vitória adversária, um certo Conor Chaplin, é justamente o tipo de jogador que o Liverpool não consegue neutralizar desde que o projeto de Klopp começou a ruir.

📌 Leia também: Guéhi no meio-campo? Maresca mostra que City ainda precisa de reforços

## A estreia de Iraola: promessas e frustrações ### Um time que não evoluiu desde Klopp

A chegada de Iraola foi recebida com otimismo pela torcida, que viu no espanhol um técnico jovem, com passagem pelo Brighton e ideias claras. Mas o que se viu no Anfield foi um time que parece ter esquecido como jogar futebol. A posse de bola foi alta, mas sem objetividade; os laterais avançaram demais, deixando espaços nas costas; e o meio-campo, outrora reduto de Firmino, Mané e Salah, agora parece um labirinto sem saída.

O meia Szoboszlai, que chegou para ser a grande estrela da temporada, pouco apareceu. E quando apareceu, foi para cometer erros básicos, como o passe errado que quase custou o gol do empate. A falta de um camisa 10 clássico, aquele que liga o meio ao ataque com passes milimétricos, já começa a pesar. O Liverpool precisa urgentemente de um reforço nessa posição, ou a temporada pode virar um pesadelo antes mesmo de começar.

## O fantasma da temporada passada ### Defesa em crise, ataque sem brilho

Se o empate contra o Ipswich já foi ruim, o que dizer da forma como o gol adversário saiu? Uma bola parada mal defendida, uma saída de jogo que virou pesadelo e um zagueiro hesitante. A defesa do Liverpool, que já foi a melhor da Inglaterra, agora parece um castelo de cartas. Van Dijk, outrora imponente, parece cada vez mais lento; Konaté erra passes simples; e os laterais, como Alexander-Arnold, não conseguem mais ser a arma secreta do time.

No ataque, a história não é diferente. Salah segue sendo o líder, mas já não tem a mesma velocidade nem a mesma capacidade de decidir jogos sozinho. Núñez, que chegou para ser o parceiro ideal, segue irregular. E os jovens como Doak e Gakpo ainda não emplacaram. O Liverpool precisa de gols, e rápido, antes que a temporada vire uma montanha russa sem fim.

## A torcida começa a cobrar ### Iraola tem a chance de virar o jogo

A pressão sobre Iraola já começou. A torcida, que até pouco tempo atrás cantava o nome de Klopp em uníssono, agora olha com desconfiança para o novo técnico. E não é para menos: o time não joga bem, não marca gols e não tem identidade. Se o próximo jogo, contra o Crystal Palace, não trouxer uma vitória, o Anfield pode virar um caldeirão.

Mas há esperança. Iraola tem tempo, e o elenco, apesar de envelhecido, ainda tem qualidade. O problema é que o futebol não perdoa. Se o Liverpool não se acertar logo, a temporada pode virar um pesadelo. E a diretoria, que já gastou uma fortuna em reforços, não pode se dar ao luxo de mais um ano de frustração.

## Análise AmaFut

O Liverpool entrou em campo no Anfield com a camisa de "contendor", mas saiu com a de "time mediano". A estreia de Iraola foi um banho de água fria para quem esperava uma revolução tática. O time jogou com um 4-3-3, mas parecia um 4-2-4 desorganizado: os laterais subiam como alas, os meias não davam apoio suficiente e os atacantes não conseguiam se fixar na área. A saída de bola, que já foi um diferencial, agora é um pesadelo: os zagueiros hesitam, os volantes não aparecem e os laterais não sabem se devem subir ou recuar.

O meio-campo, que já foi o coração do time, agora parece um cemitério de ideias. Szoboszlai, que chegou como o "novo Xavi", não consegue impor seu jogo. Endo, que é um bom passador, não tem a qualidade técnica para ser a solução. E Mac Allister, que parecia promissor, não consegue se firmar. A solução? Talvez seja hora de repensar o esquema. Um 4-2-3-1, com um meia mais recuado e dois pontas abertos, poderia dar mais equilíbrio. Ou, quem sabe, um 3-5-2, para dar mais proteção à defesa e mais opções no ataque. Mas isso exige tempo, e o Liverpool não tem mais tanto assim.

Se Iraola não encontrar uma solução rápida, o Liverpool pode repetir o erro de muitas equipes inglesas nos últimos anos: gastar fortunas em jogadores e não ter um projeto claro. E aí, a torcida não perdoa.

Fonte

ESPN — Liverpool empata em estreia e mostra que problemas de Klopp ainda não foram resolvidos

Ou navegue pelas páginas do blog