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Infantino em xeque: UEFA e Concacaf viram as costas ao presidente da FIFA

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Redação AmaFutPublicado em 30/07/2026
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Infantino em xeque: UEFA e Concacaf viram as costas ao presidente da FIFA
O presidente da FIFA está com os dias contados? Em apenas 48 horas, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, viu seu poder ruir como um castelo de cartas. Primeiro, a UEFA ameaçou boicotar a Copa do Mundo. Depois, a Conca...
linkFonte / Crédito:BBC Sport (Futebol)

O presidente da FIFA está com os dias contados?

Em apenas 48 horas, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, viu seu poder ruir como um castelo de cartas. Primeiro, a UEFA ameaçou boicotar a Copa do Mundo. Depois, a Concacaf, federação da América do Norte e Caribe, rejeitou seu plano de financiamento. Agora, a pergunta que não quer calar: o que vem pela frente e se o suíço sobreviverá ao maior abalo de sua gestão?

## A tempestade perfeita: UEFA e Concacaf contra Infantino

A decisão da UEFA de ameaçar boicotar a Copa do Mundo — mesmo que ainda não seja oficial — é um golpe duro para Infantino. A federação europeia, tradicionalmente uma aliada do presidente suíço, agora o enfrenta com unhas e dentes. A gota d’água foi o plano de financiamento apresentado por Infantino, que a Concacaf considerou "insuficiente e desproporcional".

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O que antes parecia uma estratégia de Infantino para consolidar poder — usando dinheiro como moeda de troca — agora se volta contra ele. A rejeição da Concacaf não é apenas um "não" isolado: é um recado claro de que sua abordagem está perdendo credibilidade entre as federações regionais, que antes o viam como um reformador.

### O plano de Infantino que naufragou

O presidente da FIFA propôs um fundo de US$ 16 bilhões para as federações, mas a distribuição foi vista como desigual. Enquanto a Europa e a América do Sul receberiam mais, as confederações menores — como a Concacaf — ficariam com migalhas. A reação foi imediata: "Isso não é solidariedade, é um jogo de poder", declarou um dirigente ouvido pela imprensa.

O erro de Infantino foi subestimar a união das federações menores. A Concacaf, que representa países como México, EUA e Jamaica, não aceitou ser tratada como coadjuvante. A decisão de rejeitar o plano pode ser o início de uma rebelião maior dentro da FIFA.

## O que acontece agora? Três cenários possíveis

O primeiro cenário é a renúncia de Infantino. Com a UEFA e a Concacaf contra ele, sua posição fica insustentável. A pressão interna na FIFA — especialmente de federações africanas e asiáticas, que também se sentiram prejudicadas — pode forçar sua saída antes do próximo Congresso.

O segundo cenário é uma trégua forçada. Infantino pode recuar em partes do plano de financiamento e oferecer concessões, mas isso significaria admitir que sua estratégia falhou. A credibilidade dele já está arranhada, e qualquer recuo seria visto como fraqueza.

O terceiro cenário — o mais improvável — é que Infantino consiga dividir as federações menores e isolar a UEFA. Mas, com a Concacaf já em campo, isso parece cada vez mais difícil. A união das confederações menores pode ser a maior ameaça ao poder de Infantino em anos.

Reunião da UEFA com dirigentes discutindo a crise na FIFA
📷 Crédito: BBC Sport
## A bola de neve: como a crise pode se alastrar

A decisão da Concacaf não é apenas sobre dinheiro: é sobre respeito. Se outras federações — como a CAF (África) ou a AFC (Ásia) — seguirem o mesmo caminho, Infantino pode perder o controle da FIFA de vez. A América do Norte e o Caribe já deram o primeiro passo, e o efeito dominó pode ser inevitável.

Além disso, a ameaça de boicote à Copa do Mundo — mesmo que ainda não seja oficial — é um tiro de advertência. Se a UEFA e outras federações seguirem adiante, a edição de 2026 pode ser a primeira na história a não contar com todas as seleções participantes. Isso seria um desastre para a FIFA e para o futebol mundial.

## Análise AmaFut

Infantino chegou à FIFA prometendo modernizar o futebol, mas seu legado pode ser o oposto: um presidente que transformou a governança do esporte em um jogo de interesses escusos. A recusa da Concacaf ao seu plano de financiamento não é apenas um "não" — é um atestado de que sua estratégia de usar dinheiro para comprar lealdade está falhando.

Se a UEFA e outras federações seguirem o exemplo, Infantino pode se tornar um presidente-ghost: presente no organograma, mas sem poder real. E, no futebol, quando o poder se esvai, a queda costuma ser rápida. A pergunta agora não é se Infantino vai cair, mas quando.

Fonte

BBC Sport — O que aconteceu com Infantino e por que a FIFA está em crise

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